Biography
Diego Menezes Fonseca
Diego Menezes Fonseca nasceu em 13 de agosto de 1983, em Timóteo, Minas Gerais, mas foi nas terras vermelhas de Coroaci que realmente cresceu. Filho de Vital e Alba, aprendeu cedo que a vida se mede em sol, poeira, palavra dada e amor que não desiste. Formado em História, foi professor da zona rural, daqueles que ensinavam sentado em toco de madeira e sonhavam com um mundo mais justo. Militou no comunismo com o fogo da juventude, até perceber que nenhuma jaula, mesmo dourada, liberta o espírito. Hoje é anarco-capitalista convicto: acredita na soberania individual, no livre-arbítrio absoluto e na capacidade do ser humano de construir sem pedir permissão a rei, Estado ou deus.
Pai solteiro de Sophia, de doze anos, imigrou para Portugal em 2009. Carregou malas, sonhos e saudade. Hoje possui dupla nacionalidade e comanda uma pequena empresa de transportes e mudanças. O Sprinter é mais que ferramenta de trabalho: é extensão do corpo, símbolo de quem atravessa estradas reais e invisíveis ao mesmo tempo.
O 73º Selo não é apenas seu primeiro romance. É confissão, ritual e grito de liberdade. Escreveu-o como quem faz um trabalho salomônico invertido: sem templo, sem ouro, sem coroa. Apenas um pai ajoelhado na terra alentejana, cigarro como incenso, sangue no nariz e coração rasgado, invocando forças ancestrais pelo amor à filha. Misturou o sangue mineiro com o misticismo português, o conatus de Espinosa com a vibração de Tesla, a rebeldia thelêmica de Crowley com a anarquia poética de Raul Seixas e o peso existencial dos Engenheiros do Havaí.
Paulo Coelho ensinou que o Universo conspira. Huxley mostrou a prisão confortável. Raul cantou que é preciso ser metamorfose ambulante. Diego viveu tudo isso na carne: a estrada, a paternidade solitária, a dúvida, o perdão e a certeza de que o maior poder nunca esteve em selos ou grimórios — esteve no pai que se recusa a desistir.
Quando não está escrevendo portais dimensionais disfarçados de thriller, Diego dirige o Sprinter pelas estradas portuguesas, paga boleto, faz macarrão com sardinha e sonha com gelado de morango para a filha. Porque, no fim das contas, toda magia verdadeira começa com um simples “eu te amo” dito de verdade.
