Entrevista com Max Gaigher, autor de O Códex Celestial

Entrevista com Max Gaigher, autor de O Códex Celestial

Entrevista com Max Gaigher, autor de O Códex Celestial
A fantasia tem o poder de nos transportar para mundos extraordinários, onde magia, mistério e destino se entrelaçam em histórias inesquecíveis. Em O Códex Celestial, o autor Max Gaigher apresenta uma narrativa envolvente que acompanha a jornada de Max, um jovem marcado por um passado misterioso e por habilidades que podem mudar o destino de todo um reino.

Para conhecer melhor o processo criativo por trás desta obra, conversamos com o autor sobre as suas inspirações, os desafios da escrita e o universo fascinante que construiu neste livro.

Perguntas ao autor
1. Como nasceu a ideia de escrever O Códex Celestial?

A ideia, na verdade, nasceu por acaso. Um dia eu estava em casa e olhei para o meu gato Louis e falei “Você ficaria tão fofinho se tivesse asas. Já pensou se você pudesse voar?”. A partir disso, várias ideias começaram a surgir e uma puxou a outra. Quando eu me dei conta, já tinha a estrutura para uma trilogia.  

2. De onde veio a inspiração para criar o personagem Max?
O Max é uma extensão minha. Eu acho que ele foi construído por um conjunto de coisas que eu já vivi, já questionei, já tive medo. Acho que ele sou eu, mas num mundo diferente.
3. O universo de Ardlas e do reino de Elohim parece muito rico. Como foi
o processo de criação desse mundo?
Eu crio muita coisa, mas algumas eu pego emprestado. Ardlas, por exemplo, não foi criado do nada. Essa vila foi inspirada em Hallstatt, na Áustria. Assim como Elohim foi criada a partir de cidades e castelos pela Europa. Fui imaginando uma parte de cada lugar, até ter uma visão completa do reino.
4. Quais autores ou obras de fantasia influenciaram a sua escrita?
Eu sempre li muito quando estava na escola. Mas o primeiro grande livro que eu li (e não foi lá muito fácil de ler) foi O Vampiro Lestat, da Anne Rice. Gostei muito da forma detalhada que ela mostra o ambiente, os personagens. Depois vieram outros, como Harry Potter, que eu adoro. E mais recentemente, li dois livros que eu gostei muito, e que eu pude “aprender” um pouquinho sobre formas de escrever, que é O Livro dos Sonhos Roubados, do David Farr e Um Reino de Intrigas, da Tahereh Mafi.
5. A história mistura magia, destino e identidade. Qual é a mensagem
principal que você gostaria de transmitir aos leitores?
Embora eu aborde temas variados – e complexos – ao longo da história, a principal mensagem é sobre identidade e pertencimento. É saber quem se é e qual é o seu lugar no mundo. É encontrar o seu propósito, admitir suas fraquezas e ir atrás do que te faz feliz.
6. Você sempre soube como a história terminaria ou o enredo foi se
revelando durante a escrita?
Eu sempre tive um planejamento prévio de como a história se desenrolaria, mas muitas partes foram sendo construídas durante a escrita. Em vários momentos, quando eu me dei conta, o assunto sobre o qual eu deveria estar escrevendo precisou ser adiado por mais uns 3 ou 4 capítulos.
7. Qual foi o maior desafio ao escrever este livro?
O maior desafio não foi escrever em si. Foi dar continuidade. Durante a produção do livro eu passei por uma fase muito difícil emocionalmente, então eu fui deixando. Quando eu vi, já estava sem escrever nada há 6 meses.
8. Existe algum personagem com quem você se identifica mais? Por quê?
Definitivamente, com o Max. Ele ter passado a infância se sentindo deslocado, como se ele não pertencesse àquela vida que ele tinha, foi algo que eu doei pra ele.
9. O livro tem muitos elementos emocionais ligados à família e ao destino.
Isso foi algo intencional desde o início?
Sim. Escrever esse livro foi uma delícia. Eu fiquei empolgado desde o início. Mas eu nunca quis que fosse uma história por mero entretenimento. Sempre foi a minha intenção trazer elementos que criassem uma conexão real com a nossa realidade. Pra mim, se a história fosse capaz de causar qualquer pequena reflexão do leitor sobre a própria vida, seria incrível. Seria um sentimento de dever cumprido.
10. Quanto tempo levou para escrever O Códex Celestial?
Devido à pausa que eu precisei fazer, coisa de um ano e meio. Mas acho que mais porque, como escritor de primeira viagem, eu me enrolava em algumas partes, esquecia de personagens e depois tinha que voltar e incluí-lo. O segundo volume dessa série, inclusive, já está em mais da metade concluído, e ainda não completou um ano que eu comecei a escrever.
11. Você pretende continuar a história em outros livros ou transformar
este universo em uma saga?
A ideia inicial era ser uma trilogia, mas começo a me questionar se não precisarei de quatro livros para terminar a história.
12. Que tipo de leitores você imagina que irão se apaixonar por esta
história?
Minha intenção sempre foi o público jovem adulto, mas com as opiniões que eu tenho recebido, acho que dá para incluir adultos. Especialmente no segundo livro.
13. Se tivesse que descrever o livro em três palavras, quais seriam?
Identidade, autoconhecimento, família.
14. Que sensação você espera que o leitor tenha ao terminar a leitura?
Sensação de quero mais, claro. Mas eu gostaria que os leitores sentissem que a história e os personagens foram capazes de mexer em algo dentro deles. Meio que, aprender com o exemplo do outro.
15. Que conselho você daria a quem sonha em escrever e publicar seu

próprio livro? 
Vá em frente. Faça aquilo que te faz bem. Coloque no papel o mundo que existe dentro de você. Mas, claro, tenha sempre o pé no chão, porque ser escritor não é fácil.

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